terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Vida sem lactose - o retorno

Dois anos depois do último post sem lactose, cá estou eu novamente fazendo uma dieta com zero de leite. Desta vez, ainda mais restritiva, pois além de cortar a lactose, preciso tirar também a proteína do leite. Não que eu tenha desenvolvido alergia ou piorado minha intolerância, mas o motivo é bem nobre: amamentação. Sim, com a chegada do meu segundo filho, precisei cortar o leite da minha vida para reduzir as cólicas do pequetito.

Não vou dizer que está sendo fácil, mas confesso que está bem menos traumático do que da primeira vez. Primeiro porque eu tenho a maior motivação do mundo - o bem-estar do meu filho -, segundo porque já passei por isso antes e sei que é possível e, por último, porque já conheço os alimentos que são permitidos e me preparei bem melhor dessa vez.

Mesmo já tendo uma certa experiência no assunto, fiz algumas descobertas interessantes e as possibilidades aumentaram razoavelmente. Vejam o que tem salvado minha pele nesses dias...

- Pão de sal com margarina Becel (é a única que não tem leite), maionese e/ou presunto


- Pastel (massa pronta) com recheio de carne



- Biscoito de polvilho



- Bolo de cenoura



- Sequilhos sem leite



- Cookie laranja (é o mais gostoso e menos enjoativo que achei)



- Esfirras integrais com recheio de carne ou frango (eu compro prontas aqui, mas é possível
encontrar receitas de massa de esfirra sem leite no google)


- Pipoca





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A busca pelo equilíbrio

Terminou hoje a segunda fase do meu “teste de lactose”, a da superdosagem. Depois de trinta dias de zero lactose (ou quase zero!), fiquei uma semana comendo e tomando tudo que tem leite – e mais um pouco.

A estreia foi no aniversário dos meus sobrinhos, com direito a bolo de chocolate e muitos, muitos docinhos. Mas o engraçado é que, por incrível que pareça, eu não me empolguei tanto com a possibilidade de consumir tudo aquilo que fosse possível.

O primeiro copo de leite com toddy desceu até meio enjoativo. Não consegui tomar inteiro. Talvez até pelo medo de me sentir indisposta de novo.  A pizza, que eu estava louca para comer, só criei coragem depois de três dias. E, aos poucos, fui voltando ao meu consumo normal – que era naturalmente exagerado.

Se eu senti diferença nesse período? Sim, senti. Cheguei ao final do mês de zero lactose bem mais disposta, com menos gases e com as calças apertando menos na cintura. O intestino passou a funcionar melhor e meu marido achou até que eu emagreci. Em alguns dias esporádicos, ainda sentia gases e desconforto. Mas o saldo final foi bem positivo.

Nos 10 dias de superlactose, as calças voltaram a me apertar como antes e o intestino também voltou a ficar preso. Toda vez que eu abria a geladeira, pensava duas vezes antes de tomar o leite integral. Parecia impossível, mas eu QUERIA tomar leite de soja.

Agora entro na terceira fase, que é a de encontrar um equilíbrio para o consumo. Acho que vai ser legal. Estou animada. A dica do médico é comer menos lactose de cada vez, espaçando as doses ao longo do dia, para facilitar a digestão. Outra dica é comer queijos mais curados e iogurtes mais espessos, que têm uma concentração menor de lactose.

Segundo o gastro, não há um limite exato para o consumo e a tolerância depende de cada organismo. “Se você comer um pedaço de queijo e passar mal, da próxima vez você come meio. E vai testando”.
Questionei sobre o uso da enzima lactase, que hoje são encontradas em farmácias e consumidas na hora de ingerir alimentos que contêm leite. Mas ele disse que essa é uma quarta fase, caso eu não consiga encontrar o tal equilíbrio.

Enfim, depois de tanto esforço, ainda levei bronca porque consumi muito açúcar durante a dieta e até porque comi produtos lácteos sem lactose. Mas, cá pra nós, fiz conforme ele orientou. Olhei os rótulos e tomei cuidado para não comer NADA com lactose (exceto em um dia de TPM atacada).

A explicação é que os produtos (mesmo lacfree) podiam conter algo que me fizesse mal – que não fosse a lactose. E que eu posso ter me sentido indisposta alguns dias justamente por esse fator, por hormônios, ou até estado emocional alterado.  Perguntou se havia alguma coisa específica que eu comia que me deixava assim, mas não consegui identificar nada. Pediu, então, um teste de glúten, que eu tô rezando para dar normal.


De qualquer forma, não foi um trabalho perdido. Deu para ver que a lactose interfere, sim, no meu bem-estar e evitá-la pode ser um primeiro passo para uma vida mais leve. 


Talvez eles gostem só um pouquinho de mim... 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O desafio do café da manhã

Olha, deixa eu te contar uma coisa: um dos desafios mais difíceis da dieta sem lactose é o café da manhã. Se você, como eu, nunca foi muito fã de chá ou café e morre de preguiça de acordar mais cedo para ir à padaria... tá ferrado.

Quando o médico contou que eu não teria muitas opções de doces, esqueceu de contar que eu também não teria muitas opções salgadas. Sinceramente, nunca pensei que fosse sentir tanta falta de biscoito água e sal, torrada e manteiga.

Quando comecei a dieta, fiz a festa com pacotes de cookies. Enchi o armário! Na segunda semana, já não conseguia mais vê-los. Metade ainda está fechada, sem boas perspectivas de consumo. Corro o olho nas prateleiras dos supermercados e não encontro um pacotinho sequer de biscoito salgado sem lactose. Como ainda não tive tempo de ir a casas especializadas para fazer uma big compra, estou tentado me virar com o que consigo encontrar. Pão sírio, geleia, queijo Lacfree, iogurtes e leites de soja. Mas, vou te falar: não é a mesma coisa!

Ontem, aproveitei o horário de almoço e fui no Verdemar comprar um lanchinho. Rodei, rodei e nada. Pensei em comprar uma embalagem de pão de sal congelada. Antes, conferi os ingredientes e, surpresa: manteiga! Fui comer, então, uma salada com frango grelhado. Enquanto aguardava minha vez, vejo o atendente buzuntar o frango com uma pasta molenga."O que você passou no frango?", perguntei aflita. "É uma mistura de azeite com manteiga", respondeu ele orgulhoso. Putz, já era!

Enfim, dizem que o café da manhã é a principal refeição do dia. Estou começando a acreditar.

Abaixo, coloquei algumas coisas que tem me salvado toda manhã:

Leite de soja sabor chocolate. 
Não é tão ruim, assim! Vale a pena ter na geladeira, para os momentos de desespero. 


Vitamina de banana com leite de soja. 
O Cemil é um dos melhores leites de soja que experimentei até agora. E o mais barato também. Aliás, estava em promoção no Verdemar semana passada. Na vitamina, dá um gostinho de biscoito. Desce bem!


Café com queijo Lacfree (Verde Campo). 
Dá para matar a saudade de uma das melhores harmonizações da história da humanidade!


Para variar um pouquinho o cardápio. 
A combinação vale também com outros iogurtes Lacfree.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Foi por pouco

Ok, confesso: após 22 dias de abstinência, tomei um Nolac da Itambé com TODDY! E a culpa é da TPM. Pronto, falei.



Até que não foi tão difícil chegar até aqui. Mas a TPM me derrubou. Acompanhe o raciocínio: uma pessoa às vésperas de menstruar já fica normalmente irritada e tem uma vontade louca de consumir doces e chocolates. Pois então, a intenção até era boa. Fiquei 40 minutos dentro de um taxi pensando em tomar um leite sem lactose com achocolatado especial.

Chegando em casa, procuro os dois por todos os lados. Nada. Quando entro na área de serviço, vejo a lixeira aberta. E o que tem lá dentro? Sim, a caixa de leite e o pote de achocolatados VAZIOS!!!! Liguei para o marido para entender o que tinha acontecido e ele não sabia do que eu estava falando. Perguntei para minha mãe, que ficou a tarde com minha filha. Nada. Conclusão: obra da faxineira!

Eu de TPM, puta da vida da minha ajudante ter tomado meio pote de achocolatado sem lactose, morrendo de vontade de tomar um leite e já com todos os sintomas da intolerância por causa dos hormônios... chutei o balde mesmo. Enchi o copo e tomei 25 gotas de luftal, logo em seguida. Me senti aliviada e sem nem um pouquinho de culpa.

De qualquer forma, já foi uma grande vitória ficar todo esse tempo sem lactose. E, de um jeito ou de outro, foi um aprendizado especial. Descobri várias alternativas para não morrer de depressão e vi que é possível conviver com a intolerância sem morrer de fome.

Tá certo que algumas coisas não têm muito gosto. Mas dá para substituir grande parte da alimentação. Pra falar a verdade, a gente descobre que existe muita coisa que a gente já comia antes - e gostava - sem leite. E, se o leite for imprescindível, tem a opção de soja ou o próprio leite de vaca sem lactose.

O próximo deslize vai ser uma pizza. Não vejo a hora.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Carinho da família

Nesse fim de semana, dei um pulo em Ipatinga, na casa do meu irmão. Chegando lá, eis que recebo esta linda surpresa:

Cesta de "leite sem leite", como diz minha sobrinha.

Tem como não amar as pessoas que fazem um carinho desses por você? 

Detalhe: o achocolatado Magro é uma delícia! Tomei um litro de leite no fim de semana! Sem lactose, é claro.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Comece o dia feliz

Sempre tomei leite quente pela manhã. Mesmo em tempos de calor, como agora. Parece que dá um tapa no sono, um pique diferente para o dia.

Não sou de tomar chá ou café. Nunca fui muito fã. Com isso, fica difícil achar opção que não seja gelada. Suco, iogurte sem lactose, leite de soja... tudo frio.

Comecei a sentir muita falta do leite quentinho antes de ir trabalhar. De repente, hoje, me veio uma luz: Queimadinha!!! Como não pensei nisso antes? Eu adoro queimadinha! E dá para fazer com leite zero lactose.

A receita é simples e deliciosa:

Queimadinha

1 copo de leite zero lactose (usei o da Piracanjuba)
2 colheres de açúcar
canela em pó a gosto

Coloque o açúcar na panela até caramelizar. Quando estiver uma calda marronzinha, jogue a canela e o leite. Misture até derreter as pedras de açúcar.


Queimadinha, para começar bem o dia


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chocolate!!!!!!!!!!!!

Depois de uma semana recebendo e pesquisando receitas sem lactose, ontem foi dia de testar a primeira. Até pensei em fazer um bolo gelado, molhado com guaraná. Mas não resisti e acabei fazendo um bolo de chocolate mesmo.

Tem muitas receitas bacanas por aí, mas os ingredientes, na maioria das vezes, não são fáceis de achar em qualquer supermercado. Optei então por fazer uma receita simples, com ingredientes tradicionais. A única diferença foi o chocolate em pó, que usei um sem lactose. Você encontra em casas de festas ou nessas lojas de balas do centro da cidade. Comprei no Rei do Chocolate por R$ 9,90 (200g)

Opção para os chocólatras intolerantes à lactose

A receita estava gigantesca, então resolvi fazer uma adaptação. Vamos lá:

Bolo de chocolate sem lactose

2 xícaras de farinha de trigo;
2 xícaras de açúcar cristal;
1 xícara de chocolate em pó (sem lactose);
2 ovos;
1/2 xícara de óleo;
1 xícara de água morna;
1 colher de sopa de fermento em pó;
1 pitada de sal;
1 pitada de canela.

Misture os ingredientes secos: farinha, açúcar, sal e chocolate (menos o fermento e canela). Peneire os ingredientes antes de colocar na bacia, para que fique com uma boa textura, sem bolinhas. Acrescente os molhados: ovos, água e óleo. Misture bem, sem utilizar a batedeira. Por último, acrescente o fermento com a canela, dando uma leve misturada. Coloque numa forma média retandular ou redonda. Leve ao forno por aproximadamente 30 minutos.

Resultado

Já pela massa dá para ver que a receita é boa. Uma excelente textura e cheirinho delicioso. O bolo não cresce muito, mas fica aerado e com a casquinha crocante. Não é nada enjoativo. E não senti falta do leite. Muito gostoso!

Bolo de chocolate sem lactose. Testado e aprovado!

Para acessar a receita original, clique aqui.