segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A busca pelo equilíbrio

Terminou hoje a segunda fase do meu “teste de lactose”, a da superdosagem. Depois de trinta dias de zero lactose (ou quase zero!), fiquei uma semana comendo e tomando tudo que tem leite – e mais um pouco.

A estreia foi no aniversário dos meus sobrinhos, com direito a bolo de chocolate e muitos, muitos docinhos. Mas o engraçado é que, por incrível que pareça, eu não me empolguei tanto com a possibilidade de consumir tudo aquilo que fosse possível.

O primeiro copo de leite com toddy desceu até meio enjoativo. Não consegui tomar inteiro. Talvez até pelo medo de me sentir indisposta de novo.  A pizza, que eu estava louca para comer, só criei coragem depois de três dias. E, aos poucos, fui voltando ao meu consumo normal – que era naturalmente exagerado.

Se eu senti diferença nesse período? Sim, senti. Cheguei ao final do mês de zero lactose bem mais disposta, com menos gases e com as calças apertando menos na cintura. O intestino passou a funcionar melhor e meu marido achou até que eu emagreci. Em alguns dias esporádicos, ainda sentia gases e desconforto. Mas o saldo final foi bem positivo.

Nos 10 dias de superlactose, as calças voltaram a me apertar como antes e o intestino também voltou a ficar preso. Toda vez que eu abria a geladeira, pensava duas vezes antes de tomar o leite integral. Parecia impossível, mas eu QUERIA tomar leite de soja.

Agora entro na terceira fase, que é a de encontrar um equilíbrio para o consumo. Acho que vai ser legal. Estou animada. A dica do médico é comer menos lactose de cada vez, espaçando as doses ao longo do dia, para facilitar a digestão. Outra dica é comer queijos mais curados e iogurtes mais espessos, que têm uma concentração menor de lactose.

Segundo o gastro, não há um limite exato para o consumo e a tolerância depende de cada organismo. “Se você comer um pedaço de queijo e passar mal, da próxima vez você come meio. E vai testando”.
Questionei sobre o uso da enzima lactase, que hoje são encontradas em farmácias e consumidas na hora de ingerir alimentos que contêm leite. Mas ele disse que essa é uma quarta fase, caso eu não consiga encontrar o tal equilíbrio.

Enfim, depois de tanto esforço, ainda levei bronca porque consumi muito açúcar durante a dieta e até porque comi produtos lácteos sem lactose. Mas, cá pra nós, fiz conforme ele orientou. Olhei os rótulos e tomei cuidado para não comer NADA com lactose (exceto em um dia de TPM atacada).

A explicação é que os produtos (mesmo lacfree) podiam conter algo que me fizesse mal – que não fosse a lactose. E que eu posso ter me sentido indisposta alguns dias justamente por esse fator, por hormônios, ou até estado emocional alterado.  Perguntou se havia alguma coisa específica que eu comia que me deixava assim, mas não consegui identificar nada. Pediu, então, um teste de glúten, que eu tô rezando para dar normal.


De qualquer forma, não foi um trabalho perdido. Deu para ver que a lactose interfere, sim, no meu bem-estar e evitá-la pode ser um primeiro passo para uma vida mais leve. 


Talvez eles gostem só um pouquinho de mim... 

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